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| Deputado Eduardo Cunha é candidato a presidência da Câmara Federal |
ARMAÇÃO
O deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que a cúpula da
Polícia Federal forjou um áudio com uma suposta gravação contendo um
hipotético diálogo com o intuito de incriminá-lo e constrangê-lo no
momento em que disputa a presidência da Câmara.
Cunha disse que recebeu
informações de que o áudio foi forjado a mando do governo.
De acordo com o deputado, a gravação teria sido entregue a ele, em
seu escritório no Rio de Janeiro, no último sábado (17) por um suposto
agente da Polícia Federal que estaria indignado com a fraude. O
parlamentar disse ainda que o policial afirmou que a gravação seria
inserida em um inquérito, tudo para constranger a candidatura do
parlamentar.
O áudio foi vazado pelo próprio deputado para, segundo o peemedebista, “antecipar a uma nova tentativa de alopragem”.
O diálogo, com ares teatrais, teria sido gravado em um suposto
encontro entre o policial federal Jayme Alves de Oliveira Filho, o
Careca, investigado na Operação Lava Jato, e uma pessoa ligada ao
deputado. “Careca” reclama por ter sido abandonado por Cunha e de não
ter sido remunerado enquanto todo mundo está “enchendo a burra de
dinheiro”. O suposto interlocutor de Cunha acalma “Careca” pedindo para
ele não citar nomes.
Em depoimento a Polícia Federal, Careca disse que teria entregado
dinheiro em um condomínio que seria de Eduardo Cunha, seguindo ordens do
doleiro Alberto Yousseff. A informação foi negada pelo doleiro.
Cunha afirma que protocolou no Ministério da Justiça a abertura de
inquérito para apurar o caso. O Ministério da Justiça disse ter recebido
o áudio de Eduardo Cunha e encaminhado o caso para apuração da Polícia
Federal.

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