domingo, 27 de julho de 2014

Cosern inicia trabalho de instalação elétrica do poço tubular da Vila Rio de Janeiro

Secretário de Infraestrutura, Iranilson Lopes, com o Vereador Moabe Soares, o técnico Etinho e o prefeito Fabinho
EXPECTATIVA

Após todo o trabalho de instalação, o poço da Vila Rio de Janeiro começa uma nova fase.
A COSERN iniciou neste sábado, 26, com o serviço se estendendo até o final deste domingo, 27, o serviço de instalação elétrica do poço profundo da Vila Rio de Janeiro.

Com uma vazão de 60 mil litros/hora, o poço abastecerá inicialmente as vilas Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás, pois já há uma rede hidráulica (encanação) pronta a partir do poço para essas vilas.

Há a expectativa de que em até 30 dias todo o trabalho seja concluído e o fornecimento d'água seja concretizado.

Veículos da COSERN chegando com os postes ao local do poço

Colocação dos postes para a instalação da rede elétrica do poço

Ex-prefeito Josivan Bibiano define seu apoio para as eleições de outubro

QUEM APOIA QUEM

Bibiano com Henrique e sua esposa Milane
Aqui, Bibiano com a família em declaração de apoio a Wilma de Faria

Bibiano com a filhinha Misla Azevedo e sua candidata a dep. federal, Sandra Rosado
Conforme o blog anunciou, estamos iniciando uma sequência de postagens com o apoio dos principais políticos de Serra do Mel a seus candidatos.

O ex-prefeito Josivan Bibiano de Azevedo (PSDB) apoiará, para as eleições deste ano, a seguinte chapa:

Presidente da República - Aécio Neves (PSDB)
Governador - Henrique Alves (PMDB)
Senadora - Wilma de Faria (PSB)
Dep. Federal - Sandra Rosado (PSB)
Dep. Estadual - Dr. Leonardo - (DEM)

Em entrevista a Thaísa Galvão, Henrique revela todas as conversas de bastidores para chegar à sua candidatura ao governo

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Jornalista Thaísa Galvão entrevista o candidato ao governo, Henrique Alves
ENTREVISTA REVELADORA

Thaisa Galvão – Ser governador. Sonho de Henrique. Mas, parecia que não seria para agora já que você demorou a se definir.
Henrique Alves – Era um sonho adormecido. Sempre sonhei em ter essa oportunidade, essa honra, e até essa emoção, né? Mas, depois que eu alcancei essa posição a nível nacional, com o meu partido e hoje na Câmara dos Deputados, ele poderia estar amortecido, mas na hora que surgiu a oportunidade eu vi que era apenas adormecido mesmo, porque está me honrando muito, me emocionando muito e eu acho que é o maior desafio, em um bom momento da minha vida pública, poder disputar, e se Deus quiser ser governador do meu Estado.
 
Thaisa Galvão – Antes da sua definição o nome era o do empresário Fernando Bezerra. E o que se sabe é que não havia grande simpatia eleitoral pelo nome do ex-senador. Ele guardou o lugar para você, que só apareceu depois que sentiu a simpatia do partido?
Henrique Alves – Não, veja bem, eu era candidato à reeleição, a deputado federal de novo, com a perspectiva que eu não posso negar de me reeleger presidente da Câmara. Eu ouvi o partido inteiro, município por município, nossa militância, nossos líderes, nossos amigos, e todos naquela opção: Henrique ou Garibaldi. Como eu estava naquele projeto, e é importante para o Estado manter a cadeira de presidente da Câmara, não é uma questão de vaidade, de falsa modéstia, mas a pauta do Brasil passa muito pela Presidência da Câmara dos Deputados. É discussão de entidades, de associações, é o poder executivo, tudo nasce da iniciativa do Parlamento mais da Câmara do que do Senado, que é a casa revisora, embora igualmente importante. Então, quando é que o Estado teria oportunidade de ter, de novo, uma presidência da Câmara podendo ajudar tanto ao Rio Grande do Norte? Então era esse o foco que eu estava tendo. No levantamento que nós fizemos, como Garibaldi não queria mais disputar, já tinha tido 3 eleições e era natural, nós buscamos a alternativa de Fernando Bezerra.
 
Thaisa Galvão – Então a candidatura de Fernando Bezerra era para valer mesmo.
Henrique Alves - Foi pra valer mesmo. Mas aí a gente verificou que, ouvindo todo o PMDB, os 167 municípios, a gente constatou que o partido, a sua grande maioria, queria Garibaldi, em primeiro lugar, e Henrique em segundo lugar. Eu tive uma conversa com Fernando e ele dizia ‘eu acho que não é nem Garibaldi, é o seu momento. Foi muito franco, muito generoso, até. Aí conversei com Garibaldi e ele disse ‘Henrique, eu já disputei 3 vezes o governo do Estado, você quer que eu dispute a quarta? Eu acho que é hora de sua primeira’. Então ele foi tão direto, tão franco, que aquilo bateu na minha consciência e eu disse ‘você tem razão, Garibaldi. A partir desse momento eu não peço mais a sua candidatura, eu tenho um dever e quero muito me honrar de pela primeira vez disputar o Governo do Estado’.
 
Thaisa Galvão – Então foi a partir daí que você assumiu a postura de candidato ao Governo…
Henrique Alves – A partir dali eu botei na cabeça, me conscientizei, me emocionei, até,  e disse ‘agora é a hora de cumprir essa missão com muita honra, de governar o meu Estado. Afinal eu devo tudo ao Rio Grande do Norte na minha vida pública que eu construí, que me dá hoje uma posição de relevo a nível nacional, eu devo ao povo do Rio Grande do Norte, então, eu acho que é a minha hora de tentar fazer por esse estado o que está precisando, e com, não é também vaidade de novo, mas com uma certa dose de realismo, eu acho que eu posso, pelo que eu construí em Brasília, ao longo de todos esses anos, como líder 6 anos do PMDB, como deputado federal 40 anos, como presidente da Câmara, eu acho que não haverá mais nenhuma porta de uma autoridade que seja , que eu não possa abrir e pedir, de cabeça erguida, para o Rio Grande do Norte. Então, essa motivação, e depois manifestações várias, muitas, por onde andávamos, nas cidades, as pessoas telefonavam, eram mensagens…a coisa foi num crescendo, num crescendo, que aí está essa ampla coligação que construímos com muita verdade, com muita humildade, com muita sinceridade, com muita vontade para disputar a eleição.

Thaisa Galvão – Você atribui a Garibaldi o papel importante para a sua decisão. Mas o que se diz hoje é que Henrique é candidato a governador porque Laurita quer.
Henrique Alves – Ela ajudou muito. Laurita é uma companheira excepcional, tem um tino político muito grande e ela tem sido uma grande companheira de todos esses momentos de dúvidas e questionamentos, naquelas primeiras horas, e ela sempre me estimulando, achando que o Estado está precisando desse tipo de governo agregador, que some, que abra espaço, com muita consciência política. Eu agradeço muito a ela o apoio que ela me deu na hora de tomar a decisão que eu acho que foi a melhor pra mim, pra minha história, hoje eu posso dizer, pro meu sentimento, pras minhas emoções, pra me reencontrar, quem sabe, com um sonho que foi por muitos anos do meu pai, e pelo que eu estou ouvindo em todo canto, todo recanto que eu vou, as pessoas com muito entusiasmo, muita alegria. É como que tivesse chegado a hora de nós construirmos uma nova esperança para o Rio Grande do Norte
 
Thaisa Galvão – Voltando ao ex-senador Fernando Bezerra. Ele seria um nome importante num possível governo Henrique Alves?
Henrique Alves – Será com certeza. Já se ofereceu, já está ajudando agora, nós formamos várias equipes para estudar planos de governo em diversos segmentos que dividimos em 9 direções  mais importantes para desenvolver o Rio Grande do Norte e ele é um dos principais coordenadores, tem dado uma contribuição que eu agradeço muito no presente e mais ainda no futuro.
 
Thaisa Galvão – Você falou de uma pesquisa feita em Brasília que apontava para a possibilidade de sua reeleição como presidente da Câmara.
Henrique Alves – Teve até um deputado colega meu da Paraíba que quis me dar um presente, eu perguntei ‘o que é?’; ele disse que ia fazer uma pesquisa, isso faz uns 5 meses, para presidente da Câmara, para ver nossas condições de reeleger. Eu concordei, ele mandou fazer, me procurou em Brasília com o resultado, feito por um pesquisador de Minas, todo satisfeito, mostrou pesquisa sobre a Câmara, a imagem do legislativo, os projetos, e o resultado de uma eleição futura para presidente da Câmara em 2015. E naquele resultado eu tinha mais de 65% e o segundo colocado, que era um parlamentar do PT, tinha 23%. Ele todo satisfeito me dando esse resultado quando já estava a caminho uma mudança de rumo. E por que que mudou esse rumo?
 
Thaisa Galvão –Mas como fazer uma pesquisa hoje se o próximo presidente será escolhido por uma nova legislatura, com novos eleitos? A Câmara não será a de hoje.
Henrique Alves – Foi com os atuais, realmente, mas é uma referência, né? Dos atuais deputados eu teria quase 70% para uma reeleição. Pelo trabalho que nós fizemos. E mesmo depois de decidir a candidatura a governador, vários líderes da oposição, da base, apelaram para que eu voltasse à Câmara, que era um momento importante, estávamos consolidando uma nova imagem do poder legislativo. A gente abriu oportunidades novas para o Parlamento se impor com altivez, acabamos com o voto aberto, trouxemos de volta a apreciação de vetos, as emendas impositivas no orçamento em respeito aos municípios, aos parlamentares interlocutores dessa população, então, era uma referência apenas, que poderia acontecer. Na hora que esse apelo que nós recebemos, quando a gente começou a andar a coisa começou a pegar, e o povo ‘é Henrique, é Henrique governador’, e me emocionou tanto que eu acho que tomei a decisão certa. E se Deus quiser, se assim entender o Rio Grande do Norte, chegaremos lá.

Thaisa Galvão – Definida a candidatura o primeiro passo foi juntar todo mundo. Você sabia que seria complicado se eleger sem todo mundo?
Henrique Alves – A primeira conversa nossa foi com o PT que era o aliado natural. Eu recebi na sede do PMDB, vou dar nomes: Fátima, Juliano Siqueira, Hugo Manso, Fernando Mineiro e Eraldo. E éramos eu e Garibaldi. Era a aliança natural. Aí onde eu acho que foi o erro do PT que disse que me queria pra governador, me apoiaria para governador, tem umas cinco pessoas para confirmarem, me apoiaria para governador, e Fátima para o Senado. Mas, só com partidos da base da presidenta Dilma. Era essa a pré-condição. Me apoiariam para governador, achavam que eu era o candidato natural, a chapa natural com Fátima para o Senado, mas só aceitando partidos que apoiassem a presidenta Dilma. Pra você ver como o tempo é o melhor dos conselheiros, hoje, na coligação que eles estão tem três partidos que não apoiam a presidenta Dilma. O Rio de Janeiro, o maior foco nacional da política brasileira, está Romário, do PSB para o Senado e o PT com Lindberg. E eu disse logo na hora que não concordava com isso, essa verticalização não existe a nível estadual onde a realidade se superpõe. Um dia quem sabe, lá na frente, a cultura venha no tempo e no aprendizado mudar, mas hoje, no Brasil, uma realidade estadual se sobrepõe a uma imposição nacional. Eu achava errado porque eu poderia ter o apoio de Rogério Marinho pelo PSDB, de Wober Júnior pelo PPS, eu buscaria a ex-governadora Wilma para um diálogo sem ver ainda horizontes, e eu queria ter essa liberdade de ter essas conversas. Mas não aceitaram de jeito nenhum
 
Thaisa Galvão – Mas a deputada Fátima Bezerra diz o contrário, que você que procurou e ela que não quis.
Henrique Alves – Não, essa conversa eu dei nomes. Foi no PMDB essa conversa com esses personagens que eu citei aqui, onde discutimos aliança. E tanto eles entendiam que era natural que lá foram, e eu entendi que era também, até por conta de Dilma e Michel. Mas na hora que colocaram essa questão que não aceitavam partidos que não estivessem no palanque da presidenta Dilma, isso começou a nos afastar. Então a partir daí eu procurei outros caminhos.
 
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Henrique em entrevista exclusiva a Thaísa Galvão
Thaisa Galvão – A ex-governadora Wilma de Faria estava muito bem em todas as pesquisas para o Governo. Se aliar a ela foi uma forma de tirá-la do seu caminho?
Henrique Alves – Eu digo mais aqui, realmente na época os nomes mais fortes para o Governo do Estado, não me torna menor reconhecer isso não, eram ela e Garibaldi. Eram os nomes citados, mais fortes na disputa. Como naquele momento queríamos aliança para ganhar eleição de governador fui procurá-la para ver se o projeto era irreversível, se não era, e ela de forma muito humilde, muito compreensiva e muito digna, começou a avaliar e disse ‘Henrique eu já fui 8 anos, como Garibaldi também, eu acho que esse radicalismo não cabe mais, o Estado está precisando de muita ajuda, de muito apoio nacional, parcerias, eu acho que você pela posição que tem nesse momento é o melhor nome’, e começamos a conversar. E veja, o destino de novo como é, depois Eraldo esteve lá (no PMDB) e eu dou nomes de pessoas, com Mendes, vereador de São Gonçalo, que é do partido de Wilma, foram lá conversar com ela admitindo ela sair governadora com Fátima senadora. O que comigo sequer admitiu qualquer partido, depois foram conversar com ela para ela ser a governadora e Fátima para o Senado. Aí já tinham sujado tanto a água, já tinham vetado tanto Wilma para uma aliança que aí ficou difícil de resolver e, pelo contrário, nós abrimos aí uma avenida de conversas, de entendimentos, e eu agradeço aqui à ex-governadora Wilma como ela se conduziu o tempo todo na conversa. Foi muito altiva, muito simples, já tinha dado esse exemplo para vice-prefeita, já foi um gesto dela que Natal reconheceu. A partir daí fui buscar outros interlocutores, de outros partidos e fomos somando, somando. Portanto eu vejo hoje, até com muita compreensão a insegurança, o nervosismo dos adversários quando reclamam, mas eles devem se lembrar que procuraram também esses partidos. Procuraram Wilma, procuraram os mesmos partidos que eu procurei.

Thaisa Galvão – Você também procurou o hoje candidato a governador, seu principal adversário, Robinson Faria.
Henrique Alves – Conversamos de forma muito respeitosa. Volto a dizer aqui que tenho o maior respeito pelo vice-governador Robinson, a conversa com ele não foi uma só, foi mais de uma, em companhia de seu filho o deputado federal Fábio Faria, ele sabe, eu sei, aqui eu revelo mais uma vez, foram muito respeitosas, republicanas, fraternas até, mas não foi possível chegar à composição. E do mesmo jeito que a gente começou a conversar, reconhecemos que não foi possível concluí-la como nós queríamos, aí ele trilhou o seu caminho , eu desejei a ele uma boa sorte, uma boa campanha. Eu acho que o Rio Grande do Norte merece uma campanha de alto nível. Eu sei que estamos liderando as pesquisas hoje, 15 pontos, 16 pontos, chegam todo dia notícias, as melhores possíveis, de Macaíba, de Mossoró, Ceará-Mirim, de Apodi, de Caicó, mas eu sei que essa campanha será vitoriosa para aquele que, durante o período eleitoral for verdadeiro, for sincero, for claro, for objetivo. Não pode se fazer um programa genérico. Todos sabem que a saúde, segurança e a educação, isso aí todos vão dizer. É dizer o que vai fazer, como vai fazer, se é factível e convencer as pessoas. Esta é a missão que eu vou procurar desenvolver. Ser verdadeiro, ser sincero, ser objetivo e dizer como fazer, do jeito que vamos fazer, e que é possível fazer. Eu acho que quem passar mais essa sinceridade, essa credibilidade, será governador do Rio Grande do Norte.
 
Thaisa Galvão – O que é que existe de ‘acordão’ nessa aliança que vocês chamam de união para salvar o Estado?
Henrique Alves – Tem que perguntar aos adversários que falam tanto nisso, apenas revelando, ao meu ver, um certo nervosismo, eu entendo, uma certa insegurança, que eu entendo mais ainda, porque de repente conversaram com todos, não conseguiram convencer, conversaram com todos e não conseguiram agregar, aí querer me culpar porque eu consegui convencer e consegui agregar, eu acho que é um caminho que não dará um bom resultado para eles. Enquanto do outro lado, nós temos aí um exemplo bom mesmo, que foi o apoio de Currais Novos, Geraldo Gomes (DEM), Carlson Gomes (DEM), candidato a deputado estadual, estamos para definir a situação do deputado Getúlio Rêgo (DEM), lá do seu grupo político, Pau dos Ferros, então nós estamos conseguindo trazer, na perspectiva de que não cabe mais o radicalismo no Rio Grande do Norte.
 
Thaisa Galvão – Você já foi radical?
Henrique Alves - Eu posso falar com autoridade porque já fui muito, eu já pratiquei muito no início pra sobreviver, naquela época de tantas perseguições, de tanta violência, tanta injustiça, a minha família é a mais cassada do processo revolucionário. Eu sei o que eu passei pra chegar hoje aqui, inteiro. Eu sei o que eu vivi, as decepções, as frustrações, eu sei. Eu já ganhei, eu já perdi, já errei, já acertei, então isso me deu uma grande maturidade. Você não pode falar em mudança se você não procurar primeiro ter a capacidade de mudar dentro de si mesmo, e eu acho que eu mudei. Então na minha conversa hoje não cabe nem radicalismo nem intolerância, não cabe mesmo. Quem quiser ser radical ou intolerante, não venha bater nas portas do PMDB porque essa prática não deu resultado no Rio Grande do Norte recente.
 
Thaisa Galvão – Você sempre esteve aberto a colaborar com os governos mesmo não tendo apoiado. Você via essa mesma disposição em toda a classe política?
Henrique Alves - Eu sei de muitas audiências com governadores que iam a Brasília, chamavam a bancada federal, todos compareciam ou quase todos…na hora fotografia, abraços, cafezinho, tudo muito bem. No dia seguinte, este governador ou aquela governadora voltava pro seu estado, aí no dia seguinte aqueles deputados que eram contrários ligavam, olhe, eu estive aí….eu sei disso, eu vivi isso, eu acompanhei isso, eu sou testemunha disso, eu aprendi com isso, eu melhorei por conta dessas coisas que eu via e não davam melhor resultado para o estado. Aí diziam, eu estive aí porque fui convidado, mas, essa governadora, esse governador é um desastre, e as coisas não caminhavam. Porque não é só pedir a um ministro e achar que resolve, não. Tem o dia-a-dia, acompanhar, que eu conheço. Insistir, ir atrás, segundo escalão, terceiro escalão, pegar o projeto, debater, discutir, rediscutir, pra dar certo. Então eu acho que esse tempo todo foi de grande aprendizado, e fazer essa ampla costura política que é um primeiro passo. Eu sei o que é eleição, já ganhei e já perdi. É um primeiro passo pra você fazer a aliança política em torno de um projeto que estamos costurando juntos pra depois levar essas ideias ao cidadão, à cidadã, que não está ainda, a meu ver, ligado na eleição. Vai se ligar logo, logo, e ele vai querer saber, não é se o candidato tem mais ou menos apoio, que é importante é, pela liderança local, mas ele quer saber o seu problema, o seu emprego, a sua renda, a sua segurança, a sua saúde, como é que esse cidadão vai resolver se for governador. É essa a minha preocupação. É preparar uma proposta exequível, clara, transparente para o povo julgar com ampla liberdade no dia 5 de outubro.

Thaisa Galvão – Por que a aliança tem o DEM mas não tem a governadora Rosalba Ciarlini? Você até bem pouco tempo era aliado dela.
Henrique Alves – Veja bem, eu não votei na governadora Rosalba, eu votei em Iberê. Aliás, as pessoas se esquecem, mas na eleição passada eu votei no PSB. Eu votei em Iberê governador e votei em Wilma senadora. Eu não votei em Zé Agripino. Declarei à época, votei em Garibaldi para o Senado, em Wilma para o Senado acompanhando a aliança que eu assumi, e Garibaldi tomou um rumo diferente porque convivendo com Zé Agripino e com Rosalba no Senado criou uma afinidade pessoal e terminou apoiando Rosalba e Zé Agripino. Eu fiquei com Iberê e fiquei com Wilma, e com Garibaldi, lógico, para o Senado. Então agora vamos caminhar para a vitória com o PSB e com todos esses partidos acreditando que esse debate irá fazer uma campanha muito clara, e veja bem, eleição, vou deixar isso com muita clareza também, não é uma guerra. Não pode ser uma guerra onde as pessoas se armam para destruir umas as outras. Por uma razão muito simples: já foi no passado, e o que aconteceu depois? Os vencedores não eram vencedores. Eram pessoas mutiladas, que perdiam a autoridade, a liderança, a força política pra fazer o que o estado precisava que fosse feito. Então Rosalba, que Garibaldi apoiou e eu não apoiei, mas como eu perdi a eleição, Garibaldi ganhou, eu como democrata, não podíamos ficar separados. Você ganhou, eu perdi, vou me juntar a você e vou me juntar a Rosalba. Assim eu fiz, de forma pública aqui e em Brasília, aqui com a presidenta Dilma, tentei ajudar. Garibaldi quando foi lá pelo mês de maio, junho (2013) começou a dizer, ‘Henrique não tá dando certo, Rosalba não está nos ouvindo, a gente não está tendo uma participação maior. Eu pedi um pouco mais de tempo pra ver se melhora, Garibaldi’…
 
Thaisa Galvão – Você resistiu mais do que ele…
Henrique Alves – Porque nós tínhamos criado um conselho político em abril, pra se reunir, e não conseguiu se reunir uma vez sequer. Qual era a ideia do conselho? Todo mês uma reunião pra ouvir, as dificuldades…
 
Thaisa Galvão – A quem você atribui o fato do conselho não ter funcionado?
Henrique Alves – Eu acho que a ela mesmo que é a governadora. A ideia do conselho não era pedir coisas não, era a cada mês ter uma reunião para dizer as dificuldades do estado os problemas, o que ela estava fazendo, ouvir críticas construtivas, mudar ou aplaudir. Mas o fato é que a gente não se reuniu uma vez sequer. Aí a gente foi percebendo que a governadora não queria interagir, não sei quais eram seus objetivos, Garibaldi se afastou, deu várias declarações, Walter Alves deu várias antes, até que chegou uma hora que eu disse então vamos sair do governo. Então na hora que a gente sai do governo por não aprovar a conduta do governo, nada aqui do ponto de vista pessoal, pelo contrário, acho que é uma mulher honesta, simples, humilde, mas o seu governo, como governo, como atuação conjunta, o conjunto da obra, ele não conseguiu interagir, não conseguiu descentralizar-se, não conseguiu caminhar.
 
Thaisa Galvão – Quem perdeu com isso?
Henrique Alves - Eu acho que ela foi a maior vítima, começou a pagar o preço maior das coisas não acontecerem, como era o jogo do seu governo. Então por isso que nós nos afastamos do seu governo, não tinha sentido nós nos aliarmos a um partido sob seu comando. Era incoerente, era contraditório sair do governo, combatendo o governo, estarmos com ela agora no palanque. Aí foi quando o próprio DEM também insatisfeito, como o PR também, chegou à situação que chegou e a partir daí, com o comando do senador Zé Agripino partimos pra uma aliança proporcional com aquelas pessoas que estavam dispostas a fazer esse novo Rio Grande do Norte.
 
Thaisa Galvão – Rosalba teve que sair do jogo porque lhe atrapalhava? Você atuou junto ao DEM para tirar Rosalba do páreo?
Henrique Alves – Não, absolutamente, foi uma decisão dele, de Zé Agripino, que eu acho que eu acho que começava a se preocupar com a candidatura, que segundo eles, pela rejeição que tinha poderia não se viabilizar eleitoralmente a atingir a bancada proporcional. A mim, eu declarei várias vezes, cabia apenas aguardar, até porque o DEM não ia se coligar conosco majoritariamente, seria uma coligação proporcional, não haveria portanto o DEM coligado conosco, ajudando no tempo de televisão, na proposta principal de candidatura ao governo. Então tomaram a decisão que tomaram, aguardei a decisão e a partir daí o senador Zé Agripino nos procurou e eu o recebi muito bem porque é uma liderança nacional das mais respeitadas no país, e eu sei no Congresso Nacional, e nós estamos juntos aí recebendo a sua contribuição e o seu prestígio.
 
Thaisa Galvão – Você já parou pra pensar na possibilidade de perder a eleição e, depois de 44 anos na Câmara, pela primeira vez ficar sem mandato?
Henrique Alves – Não. Eu sou otimista. Eu vou ganhar a eleição. 



 

sexta-feira, 25 de julho de 2014

TCE aprova voto de pesar pelo falecimento de Ariano Suassuna

ariano suassuna
Tribunal de Contas do RN lamentou em registro de pesar, morte de Ariano Suassuna

PESAR

O plenário do Tribunal de Contas do Estado aprovou a unanimidade voto de pesar pelo falecimento do escritor Ariano Suassuna, por proposição do conselheiro Tarcísio Costa, que fez um circunstanciado pronunciamento sobre a vida e obra do grande paraibano, radicado em Recife, onde veio a falecer quarta-feira, no Hospital Português, na capital pernambucana.

Teatrólogo consagrado, Ariano Suassuna pertencia a Academia Brasileira de Letras e consagrou-se como um dos grandes divulgadores da cultura nordestina, da qual era um defensor intransigente. Foi sepultado ontem (24), no Cemitério de Paulista, no grande Recife, com grande comparecimento popular.

OAB/RN, TJRN e FIERN assinam convênio de criação da Câmara de Arbitragem

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Instituições criam a Câmara de Arbitragem

EM FAVOR DA SOCIEDADE

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte e a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte assinaram na manhã desta quarta-feira (23) um convênio para instalação da Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem. Com esta iniciativa os empresários potiguares terão, nos próximos dias, um espaço para resolver questões relacionadas a contratos comerciais de forma mais célere, com maior sigilo e menor custo – sem enfrentar a morosidade e burocracia dos processos judiciais.

Esta é a primeira unidade a ser instalada por uma Federação das Indústrias das regiões Norte e Nordeste. A FIERN abre o espaço sem que, entretanto, tenha ingerência sobre a unidade, observa o presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales. Além da OAB, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte também assinou o convênio, em sua sede, na última terça-feira (22).

“Fico muito feliz ao ver esse sonho se tornando realidade. A câmara fortalecerá as relações entre Indústria e Judiciário. Este projeto trata-se de uma importante ferramenta para a resolução de conflitos através da mediação, conciliação e arbitragem, uma das saídas para desafogar o Poder Judiciário. Ganham todos, inclusive a sociedade.”, avaliou o presidente da OAB/RN, Sérgio Freire.

“Esta Câmara é fruto da busca das instituições para ter respostas mais céleres aos pedidos de decisões judiciais. Dentro de um modelo de relacionamento, com esta parceria, para atender nossos empresários e desafogar a Justiça, evitando a judicialização das causas”, disse Amaro Sales.

Serra do Mel: Quem apoia quem nas eleições de outubro

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OPÇÕES POLÍTICAS

Cumprindo uma função social e porque não dizer, um serviço de utilidade eleitoral, nosso blog informará ao leitor/eleitor de Serra do Mel, quais os candidatos apoiados pelos políticos locais.

O blog irá fazer postagens informativas com todos os políticos com mandato no município, além de alguns demais expoentes da política local, com o propósito único de bem informar o eleitor do município e este fazer sua livre escolha na eleição de outubro.

Fique antenado!


quinta-feira, 24 de julho de 2014

George Soares diz haver incoerência no apoio de Ivan Júnior, mas defende único palanque em Assu

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George Soares concede entrevista ao Jornal de Hoje
Joaquim Pinheiro
Repórter de Política

Eleito em 2010 com 36.952 votos, dos quais mais de 20 mil no Vale do Assu, George Soares está no exercício do seu primeiro mandato. Ele direcionou seu trabalho para resgate do mandato de deputado estadual que sua região sempre teve no parlamento estadual. George Soares, que é filho do ex-prefeito e ex-deputado Ronaldo Soares, é o 16º integrante de políticos familiares que o Vale do Assu revelou ao longo dos anos.

Na Assembleia Legislativa, George Soares tem defendido a instalação de uma ZPE no Vale e melhorias para o homem do campo e juventude. Tem defendido ainda, melhorias dos serviços públicos para a população, principalmente as Centrais do Cidadão, que considera uma iniciativa exitosa.

Sobre a decisão do seu adversário político ser coordenador da campanha de Henrique Eduardo no Vale do Assu, o deputado disse ser “um pouco incoerente”, mas defende que os dois grupos estejam no mesmo palanque.

Segue a entrevista:

O JORNAL DE HOJE – Como o senhor recebeu o apoio do seu adversário, prefeito Ivan Júnior, de Assu, a Henrique Eduardo Alves, seu candidato a governador do Estado?

GEORGE SOARES – Nosso grupo político recebeu com espírito público. Ele é prefeito de uma cidade importante e polo da minha região, o Vale do Assu.

JH – Houve reação contrária por parte dos seus correligionários?

GS – Esse trabalho do apoio do prefeito já vinha sendo divulgado na imprensa no sentido de que o prefeito ia apoiar Henrique Eduardo. O deputado nos chamou e disse que isso estava sendo conversado. Deixei claro a Henrique, na presença de João Maia e Benes Leocádio, que é coordenador da campanha, que o nosso grupo seria solução e não problema. Disse também, que o nosso intuito nessa eleição é a vitória de todos. Portanto, quem quer vencer tem que somar.

JH – Como será a convivência com o adversário a partir de agora:

GS – O prefeito tem o grupo que ele lidera e votará em candidatos que ele terá dificuldades de subir no mesmo palanque. Por exemplo: o prefeito vota em Henrique Eduardo, em Fátima Bezerra e em Fábio Faria. Já nosso grupo apoia a chapa completa, Henrique Eduardo, João Maia e Wilma de Faria, tendo como deputada federal, Zenaide Maia, que está na mesma coligação formada por PMDB/PR/PSB. Então, o nosso grupo irá fazer um trabalho de fortalecimento e o prefeito irá fazer o mesmo, mas em parte.

JH – Assu terá um ou dois palanques?

GS – O prefeito se propôs a ser coordenador da campanha. Acho um pouco incoerente um coordenador de campanha querer dividir palanque. De minha parte não vejo problema em ter um único palanque em Assu, até porque o slogan da campanha é união.

JH – Que avaliação o senhor faz do processo eleitoral?

GS – Vejo até agora a campanha um pouco ainda na ressaca da Copa, mas acredito que agosto/setembro haverá a efervescência natural do processo eleitoral.

JH – O senhor acredita que a campanha seja sem agressões?

GS – Noto que houve uma mudança de comportamento do eleitor, tanto no eleitorado já votante, como também nos novos eleitores que tiraram título recentemente. Essa mudança tem sido pela busca da não agressão, mas sim na discussão para solução dos problemas na saúde, educação e segurança.

JH – Como será a participação do PR na campanha?

GS – O partido foi convidado a indicar o candidato a vice-governador e apresentou o que tem de melhor nos seus quadros que é o líder João Maia, que já tem dado uma substancial contribuição na construção do pleno de governo e também nesse processo de construção de apoios e na montagem da campanha. Exemplo disso é a construção da aliança em Assu que passou por ele.

JH – O grande número de partidos aliados é um complicador que precisa ser
bem administrado?

GS – Inicialmente foi difícil arrumar as coligações proporcionais, mas entendo que Henrique Eduardo trabalhou bem, de forma sábia e equilibrada os compromissos com essa reunião de vários partidos.

JH – O PR pretende ampliar sua representação no Estado?

GS – O PR deverá ampliar o seu espaço político em 2015 com a eleição de João Maia para vice-governador, Zenaide Maia para deputada federal, Adão Eridan para deputado estadual e a nossa reeleição. Portanto, acredito na ampliação e fortalecimento do PR no Rio Grande do Norte.

JH – O que o senhor espera do futuro governador do Estado?

GS – Espero que o futuro governador do Rio Grande do Norte, além de todas as atribuições que tem um governador cuide do nosso Estado como se fosse a casa dele e cuide de nós potiguares como se fôssemos filhos dele. Que cumpra os compromissos de campanha dando ao nosso povo condições melhores na saúde, na educação e na segurança pública. Vejo no nosso candidato Henrique Eduardo o que tem mais condições de realizar tudo isso.

Gilmar Mendes devolve mandato a José Adécio e demonstra força do senador José Agripino

José Adécio retorna à Assembleia por força do senador José Agripino
DITO E FEITO

Conforme o esperado e anunciado aos quatro cantos, o ministro Gilmar Mendes, do TSE, na condição de ministro plantonista na Corte eleitoral, decidiu por afastar de novo o deputado Dibson Nasser (PSDB) e mandou o suplente José Adécio (DEM), retomar o cargo que vinha ocupando há mais de um ano, desde que conseguiu cassar o mandato do eleito.

A decisão do Ministro Gilmar Mendes demonstra o "poder de fogo" do senador José Agripino junto ao ministro, pois toda imprensa potiguar antecipou a decisão do ministro, acrescentando que a futura decisão de Gilmar Mendes em favor de José Adécio, seria por influência de Jajá.

Propaganda irregular na Internet pode gerar multa de até 30 mil reais

ATENÇÃO NO USO DAS "REDES"

Os internautas que divulgam propaganda eleitoral na Internet devem estar atentos, porque a propaganda irregular pode gerar ao infrator multa que varia de cinco a trinta mil reais, não sendo aplicada somente ao candidato ou partido político, mas, também, à pessoa responsável pela divulgação.

A propaganda eleitoral paga na Internet é proibida, sendo também vedada a propaganda em sites de pessoas jurídicas, ainda que gratuita, e em páginas oficiais ou hospedadas por órgãos ou entidades da Administração Pública direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios (Lei nº 9.504/97, art. 57-C e Res. TSE nº 23.404/2014, art. 21).

Também não é permitida a utilização de perfis falsos (fakes) para divulgar propaganda negativa, é proibido o anonimato e a atribuição indevida de autoria a terceiro, sendo estas condutas passíveis de punição com multa nos mesmos limites já mencionados anteriormente.

Os Órgãos da Justiça Eleitoral devem ser informados a qualquer tempo da existência de propaganda irregular na Internet e nas redes sociais (Twitter, Facebook, Instagram, ou outra), havendo inúmeros canais de comunicação possíveis, basta visitar o site dos tribunais e efetivar a denúncia, ou comparecer pessoalmente a uma unidade da Justiça Eleitoral.

Fonte: Site Novoeleitoral

Paulo Wagner (PV) desiste de candidatura a deputado federal

Paulo Wagner
Paulo Wagner (PV) desistiu de candidatura à reeleição
SEM BASES

O deputado Federal, Paulo Wagner (PV) retirou sua candidatura a reeleição à Câmara do Deputados. 

A desistência foi comunicada ao presidente do partido, senador Paulo Davim.

Alegativa
A alegativa de Paulo Wagner seria por problemas de saúde. Porém, há quem entenda que o verdadeiro motivo da desistência de Wagner seria a falta de bases suficiente para uma possível vitória no pleito de outubro.

Na eleição de 2010, Paulo Wagner foi eleito pelas sobras de votos de sua coligação, que reuniu dois nomes de peso político - Deputados Henrique Alves e João Maia.  Com a sobra de votos, a coligação conseguiu a eleição de mais um candidato; no caso, Paulo Wagner.

De acordo o presidente do PV, o partido entende a decisão do parlamentar, mas ainda não sabe o que fazer nem quem poderá substituir. “Não sabemos se ainda é possível mudar o nome dessa candidatura. Na verdade a única do partido para Deputado Federal. Será muito difícil para nós, mas a saúde de Paulo Wagner necessita de um cuidado maior”, disse Davim.