quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Promessas de Serra aumentam despesas em 46 bilhões

PROMESSAS IMPOSSÍVEIS
 
Desde pouco antes do final da campanha do primeiro turno, venho procurando uma explicação plausível sobre as promessas de campanha de José Serra; vez que, do alto de minha quase total ignorância acerca da área econômica do nosso país, mesmo assim, não me convenceram como viáveis e possíveis as promessas exageradas do candidato. 
 
Não me deixou outra sensação, senão a de que foi por puro artifício eleitoreiro as propostas de elevar o salário mínimo para R$ 600,00; aumentar as aposentadorias em 10% e criar o 13° para o bolsa família.
 
Pois bem, hoje, dia 20, o jornal Folha de São Paulo ajudou-me a ter uma noção mais real sobre as promessas de campanha de José Serra (PSDB).  Veja o que diz a matéria:


As quatro principais promessas de campanha para a área social do candidato à Presidência José Serra (PSDB) custariam aos cofres públicos mais de R$ 46 bilhões em 2011.

O valor é praticamente uma vez e meia de tudo o que a União desembolsou para estradas, portos, aeroportos e em obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no ano passado.

Em 2009, os desembolsos públicos na infraestrutura somaram R$ 32,1 bilhões, maior valor desde 1995.

Em outras comparações, os gastos que Serra pretende criar equivalem a 80% do orçamento deste ano do Ministério da Educação. Ou ao que custaria construir uma vez e meia o trem-bala Rio-SP.

O consultor de Serra para a área econômica Geraldo Biasotto diz ser "viável encaixar esses gastos no perfil do Orçamento público".

"Serra pretende reorganizar o Orçamento e as contas financeiras do setor público", afirma Biasotto (leia texto nesta página).

São quatro as principais propostas de Serra para a área social, que somariam os R$ 46,2 bilhões:

1) Elevar o valor do salário mínimo para R$ 600 (ao custo de R$ 17,1 bilhões);

2) Reajustar as aposentadorias acima do mínimo em 10% (R$ 15,4 bilhões);

3) dobrar o Bolsa Família (R$ 12,7 bilhões);

4) Criar o 13º para esse benefício (R$ 1 bilhão).

Os cálculos levam em conta números oficiais dos ministérios do Planejamento, da Previdência e do Desenvolvimento Social.

Para cada R$ 1 de aumento no salário mínimo, por exemplo, a despesa pública cresce R$ 286 milhões. Já o peso anual dos benefícios da Previdência acima de um salário mínimo é de R$ 154 bilhões.

Para José Márcio Camargo, economista da PUC-Rio, as propostas de Serra constituem o "uso inadequado do dinheiro público".

Camargo argumenta que o Brasil tem apenas 7% de sua população com idade superior a 65 anos.

Mas gasta o equivalente a 13% do PIB (Produto Interno Bruto) com a Previdência.

"É o padrão de gastos da Europa, que tem 20% da população idosa. Investimos no passado, e não no futuro, com mais educação", afirma.

O economista Felipe Salto, da Tendências, diz que, se adotadas, as medidas vão atrasar em ao menos um ano o "necessário ajuste que deve ser feito no setor público".

Salto considera, porém, que um governo Dilma Rousseff (PT) tenderia a gastar mais do que Serra. "Dilma acredita no Estado atuando e gastando mais", diz.

Para Sérgio Vale, da MB Associados, "como Serra sabe que manter o equilíbrio fiscal é importante, se ele optar por essas medidas de expansão, terá que segurar em outros gastos".

"O problema é onde cortar. Parar de contratar e aumentar salário pode não ser suficiente", afirma.

NOTA DO BLOG:
- Por essas e outras fico a me perguntar o que é melhor para o Brasil:  Se as mentiras absurdas de Serra ou a arrogância de Dilma.  ... Meu Brasil brasileiro!!!

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