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Filha do ex-deputado estadual Leonardo Arruda, a Vereadora de Natal, Júlia Arruda (PSB) está sendo cotada para deputada federal. Júlia desconversa, diz preferir renovar seu mandato na Câmara natalense.
Ela parece ignorar os muitos olhares, as bocas abertas e as expressões abobalhadas de homens desconcertados com sua beleza. Aliás, ela desconversa quando esse assunto é trazido à tona. Não quer ser vista como uma embalagem bonita, porém vazia de conteúdo. Mas, por mais que tente, ela não consegue passar despercebida.
Na entrada do seu gabinete na Câmara Municipal de Natal, até o visitante mais alheio fita o olhar no imenso painel que separa a recepção das demais salas onde ela e sua equipe trabalham. Na foto, Júlia Arruda aparece no meio do povo, cumprimentando as pessoas e distribuindo sorrisos. “Eu tenho esse jeito popular, esse jeito dado”, anuncia.
Enquanto conversa, movimenta os cabelos, cruza as pernas e, novamente, sorri. É a “vereadora mais gata do Brasil”, segundo a Playboy, revista especializada em desnudar beldades.
Mas o que Júlia Arruda tem a mais, além da evidente descendência de Afrodite?

Nascida numa família de classe média alta, ela assegura que a condição social favorável não a transformou numa patricinha alienada. Pelo contrário. Júlia garante que nunca viveu numa ilha e atesta que sempre teve uma “visão solidária”, aprendida nos encontros religiosos promovidos pela Igreja Católica. Nas entrelinhas, assemelha-se àquela típica modalidade pós-moderna de ricos com “consciência social”.

Nascida numa família de classe média alta, ela assegura que a condição social favorável não a transformou numa patricinha alienada. Pelo contrário. Júlia garante que nunca viveu numa ilha e atesta que sempre teve uma “visão solidária”, aprendida nos encontros religiosos promovidos pela Igreja Católica. Nas entrelinhas, assemelha-se àquela típica modalidade pós-moderna de ricos com “consciência social”.
O engajamento parece funcionar como uma espécie de mea-culpa pela condição privilegiada. Ela conta que, na campanha eleitoral de 2008, visitou lugares que nem imaginava que existiam em Natal. Ao confrontar-se com uma realidade que, na maioria das vezes, só via pela televisão, reagiu com estranheza. “É outro mundo. Meu círculo [de amizades] não sabe [que mundo é esse]. É um mundo onde muita gente não tem nem conhecimento. A sociedade precisa abrir os olhos para esse mundo que está aí”, comenta.
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