CORTEZ PEREIRA FALECEU EM 21 DE FEVEREIRO DE 2004
Filho de Vivaldo Pereira de Araújo e Olindina Cortez Pereira, José Cortez Pereira de Araújo nasceu em 16 de outubro de 1924, em Currais Novos-RN. Formou-se em filosofia e a seguir em Direito pela Universidade de Pernambuco. Eleito primeiro suplente do senador Dinarte Mariz Mariz pela UDN em 1962. Filiado depois à ARENA foi escolhido governador do Rio Grande do Norte pelo presidente Emílio Garrastazu Médici em 1970, tendo sido, assim, o primeiro governador “biônico” do estado em substituição ao então governador Walfredo Gurgel, inaugurando a nova fase política do RN. O governo de Cortez Pereira foi um dos mais criativos e progressistas do RN, com a criação de grandes projetos em vários setores da administração estadual, com destaque para os projetos de colonização de Serra do Mel e Boqueirão; Bicho da seda e outros.
A idéia central de Cortez era dotar o Estado de pólos econômicos em áreas estratégicas do Estado, objetivando proporcionar ao homem do campo uma possibilidade de trabalhar a terra de forma livre e independente. Durante o governo de Cortez Pereira o Brasil vivia o momento do “grande milagre econômico”, implantado pela ideologia do regime ditatorial, que elevava o índice de aceitação da política econômica dos militares, bem como a popularidade do governo do RN. Porém, no final de seu mandato, sua popularidade caiu significativamente devido à participação excessiva de seus familiares no governo.
Cortez Pereira governou o RN por 4 anos (1971-1975), tendo sido cassado seus direitos políticos pelo Ato Institucional nº 5.
Particularmente, tive a grata satisfação de conviver com Cortez Pereira, apesar de pouco tempo e em algumas poucas oportunidades.
No ano 2000, de forma mais direta, participei do curso de cooperativismo, ministrado por ele. Foi aí quando ouvi várias histórias de seu governo e outras tantas que fazia questão de nos contar nos intervalos do curso.
Cortez foi uma figura estremamente afável. Vi em Cortez uma característica peculiar que raramente se ver em políticos. Era incapaz de falar mal de alguém. Não se via nele a maldade.
Administrativamente, porém, sua visão idealizadora e futurista se contrapunha à liberdade excessiva que dava aos auxiliares.
Aos 79 anos, Cortez Pereira morreu após ter realizado seu grande sonho: Ser Prefeito de Serra do Mel, sua vitrine maior como idealizador, como político de visão futurista.
Cortez ainda é exemplo para muitos políticos, principalmente para os políticos do seu Estado, o Rio Grande do Norte.
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