De acordo com um levantamento feito pelo Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), os municípios de Touros e Serra do Mel registraram o maior número de possíveis focos de incêndio, 61 e 51, respectivamente.
O estudo confirma que esse tipo de ocorrência também é comum no período do verão, principalmente pelas queimadas feitas pelos agricultores para a limpeza da terra.
Segundo o meteorologista da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn), Gilmar Bristot, esses dados não são precisos, pois tratam-se de ‘possíveis’ focos de incêndio, já que não existe um monitoramento efetivo dos incêndios e queimadas que acontecem no RN. “Esses dados do CPTEC são feitos a partir da diferença de calor entre um local e outro. Se em um determinado local a temperatura está muito acima do normal, é registrado como um possível foco de incêndio”, explica Bristot. Ele diz ainda que a parte climática - já que nesta época do ano aumenta o calor - não serve como justificativa para o aparecimento de mais focos de incêndio. “Não considero o clima como justificativa, pois se assim fosse, os focos de incêndio seriam concentrados em determinadas regiões. As condições de clima e vegetação de Serra do Mel são semelhantes em todo o Seridó, que, de acordo com o documento do CPTEC não possuiu muitos focos. Acredito, que essas ocorrências estejam relacionadas à educação ambiental”, diz o meteorologista da Emparn.
NOTA DO BLOG:
Aos desatentos, é bom saber que a lei de crimes ambientais (Lei 9.605/98) pune essa prática, prevendo prisão de três a seis anos para quem descumprir as normas, além de multas que variam de R$ 50 a R$ 50 milhões. Além disso, há outras possíveis penalidades como a obrigação de reparar qualquer dano ambiental; perda ou restrição de benefícios concedidos pelo Poder Público como financiamento.

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